De acordo com o engenheiro Ricardo Bock, professor de engenharia automotiva da FEI (Fundação Educacional Inaciana), não existe mais a necessidade de se “amaciar” o motor. “Nos últimos anos, a indústria automobilística passou a produzir as peças de um propulsor com precisão milesimal. Antes, essa precisão era decimal”, explica o engenheiro.
Rubens Venosa, proprietário da oficina Motor Max, concorda. “A precisão da usinagem é muito maior nas novas gerações de motores. Além disso, os lubrificantes e aditivos melhoraram muito. Hoje em dia não existe mais aquele motor ‘preso’, como antigamente, que precisava de alguns quilômetros até que as peças internas se ajustassem.”
Os dois profissionais também concordam em uma importante recomendação: apesar do nível tecnológico muito superior dos motores modernos, não é prudente manter um modelo zero quilômetro em alta rotação por muito tempo. Ainda valer ter um pouco de paciência para preservar a durabilidade do seu carro novo.

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